terça-feira, 6 de dezembro de 2016

HISTÓRIA DAS RUAS DO RIO : LARGO DA MÃE DO BISPO

LARGO DA MÃE DO BISPO : 


O Largo da Mãe do Bispo era um dos antigos logradouros da cidade. Compreendia uma pequena área, limitada entre as ruas do Barbonos (atual Evaristo da Veiga). Da Guarda Velha (hoje Treze de Maio) e da Ajuda (desaparecida quase toda com a abertura da avenida Rio Branco) e a ladeira do Seminário (também desaparecida com o desmonte do morro do Castelo). Chamou-se antes Largo da Ajuda e, a partir de 1896, praça Ferreira Viana. Recebeu a pitoresca denominação de Largo da Mãe do Bispo porque nele morou, durante muitos anos (1731-1805), D. Ana Teodora Ramos de Mascarenhas, casada com o tenente-coronel João de Mascarenhas Castelo Branco e mãe do diocesano D. José Joaquim Justiniano de Mascarenhas Castelo Branco, bispo do Rio de Janeiro. A foto mostra o largo tal como era no início do século XX.

Entre 1731 e 1805, no encontro das ruas então denominadas dos Barbonos (atual Evaristo da Veiga) e Guarda Velha (hoje, 13 de Maio) viveu D. Ana Teodoro Ramos de Mascarenhas, mãe do Bispo José Joaquim Justino Mascarenhas Castelo Branco.
Personalidade muito influente, respeitada e temida na cidade, D. Ana exercia um papel de autoridade informal, ouvindo queixas da população, decidindo pendências e resolvendo problemas, a ponto de fazer surgir a expressão "vá se queixar à mãe do bispo", que perdurou, por muito tempo, no linguajar carioca. 
O Bispo, de volta das freqüentes visitas à mãe, foi alvo de mexericos que insinuavam que ele saía, altas horas da noite, era do Convento da Ajuda, depois de visitas noturnas às freiras. Os rumores foram tantos que ele determinou às igrejas que badalassem os sinos enquanto fazia o trajeto, a pé, da casa da mãe à sua residência.
Tão importante era a figura de D. Ana que o encontro das ruas passou a ser chamado de Largo da Mãe do Bispo, por mais de um século, até que a região fosse remodelada com a construção da Av. Central e da Praça Floriano.
O chafariz existente no Largo desde 1883 foi transferido, em 1904, para Botafogo, estando, hoje, na Praça Nicarágua (entre as avenidas Oswaldo Cruz e Ruy Barbosa).





    LARGO DA MÃE DO BISPO INÍCIO SÉCULO XX










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